sábado, 28 de janeiro de 2012

Sorvete na Geladeira


Agora a pouco tive uma experiência meio cômica, pelo menos para mim. Fui pegar uma água pro meu pai a geladeira e reparo num pote estranho lá dentro. Olhei melhor para o pote e percebi seu conteúdo: sorvete. Na hora achei hilário. Quem foi o “gênio” que fez essa proeza de por o sorvete lá?
                Mas parei e pensei um pouco mais sobre isso. Porque razão o sorvete estava na geladeira? Não um erro tão grosseiro como deixa-lo em cima da pia, mas ele não estava no lugar certo mesmo assim. Quantas vezes isso não acontece conosco? Colocamos os sorvetes nos lugares gelados, mas não no freezer.
                Isso acontece principalmente no que diz respeito a Deus. Ele ocupa um lugar na nossa vida, mas às vezes como um amuleto, como só um amigo imaginário, como uma esperança. Mas é difícil deixa-Lo assumir o lugar de Senhor e Soberano nela. Dizemos que Ele reina em  nós, mas na hora de deixarmos que Ele tome a frente, não confiamos e agimos por conta própria. Mas às vezes também colocamos verduras no freezer não? Quando o trabalho está acima da família, as coisas antes das pessoas, a religião no lugar do amor.
                Uma coisa aprendi com a vida: arrumar as coisas é fácil, difícil é mantê-las em ordem. Isso não só no que diz respeito a lugares e objetos, mas a valores, ideias, prioridades etc. Ainda mais quando buscamos fazer essas coisas por nós mesmos. Tem um programa que passa na TV fechada que é de uma mulher que vai às casas de pessoas que pedem ajuda. Lá ela arruma os cômodos que os participantes não conseguem e dá dicas de como mantê-los assim e para o espectador poder arrumar o seu.
                Não busque viver sozinho tentando fazer as coisas por si. Há pessoas para ajuda-lo, mas nunca se esqueça do principal que é deixar Deus ocupar o centro de sua vida, onde é seu lugar, pois com Ele no comando é muito mais fácil agir da maneira certa e por as coisas em seu devido lugar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

JV novamente


                Durante a temporada de verão JV 2012 tive várias ideias de textos para postar. Muitos momentos do tipo: cadê meu note? Mas muitos deles se perderam devido a ter que ir para outra atividade e perder o feeling do momento, já outros, acabei travando na primeira linha.
                Mas este aqui não deu pra deixar passar, pois foi uma experiência forte demais pra ignorar. Mesmo que perca todo o momento de cânticos e o começo da pregação. Mesmo que precise virar a noite escrevendo, vou fazê-lo.
                Durante a maior parte da minha vida cresci em igreja, sentindo-me o tal e coisas do gênero, pois sempre levava a bíblia, era dos que mais sabiam nas aulas da EBD (escola bíblica dominical), não falava palavrão entre outras coisas. Achava que minhas atitudes “certinhas” me faziam destacar do “resto” das crianças. E cresci me enganando ao achar que sendo assim estava sendo um cristão genuíno. Já que esse blog acabou tendo como foco um público cristão, posso dizer que era um filho mais velho da parábola do filho pródigo. Mas o pior é que era tão cegado pela minha religiosidade que tinha até raiva do filho mais velho, por acha-lo um tolo.
                Na adolescência as coisas não mudaram muito, apesar de eu entender mais sobre o que é a fé, pois a religiosidade continuava a me macular. Julgava de uma maneira severa os meus amigos, achava que era o exemplar, o verdadeiro crente. Mas chegando ao período de 15-18 anos, tive aquela que classifico como pior fase da minha vida cristã, porque me desviei de Deus sem me segregar da Igreja.
                Neste período da vida, passei de uma fase de busca por visões distintas do que é fé, Deus e amor, para um período de fé morna, vazio espiritual, falta de vida devocional, falta de amor ao próximo, isolamento pessoal entre tantas outras coisas nocivas. Essa fase deixou marcas que até hoje tento curar e que talvez algumas nunca cicatrizem.
                Estou no período da juventude e posso dizer que esse período tem sido a minha busca pelo avivamento da minha fé e do meu amor para com Deus. Mas apesar desse resumo sobre minha vida, esse não é o foco do texto. Mas é algo que tem acontecido comigo aqui na temporada. Agradeço muito a Deus por Ele ter posto o JV na minha vida, pois esse lugar é um lugar onde tenho, a cada temporada que passo, aprendido mais sobre o Pai e sido trabalhado pelo mesmo. Mas nessa temporada em especial, a benção do Senhor tem um nome, que é Chorão.
                Talvez você ao ter lido o final do parágrafo acima possa ter achado isso meio estranho, mas antes que pense besteira, deixo claro que esse cara é um amigo que Deus colocou no meu caminho pra me ensinar. Posso dizer que não é pra mim o cara que me passa um modelo de ideologia perfeita, pois nossas ideias em vários pontos são “beeeem” divergentes. Só que tem uma coisa nesse rapaz que me fascina e me chama muito a atenção (sem ser gay, antes que você pense nisso): o amor desse cara por Deus e por sua palavra.
                No primeiro dia da temporada, estava eu conversando com meus acampantes sobre alguns assuntos, quando ele chegou ao quarto. Pedi que nos desse sua opinião e sem hesitar, chorão mesmo fugindo do tema em que estávamos a dialogar, deu um testemunho que pela primeira vez na vida me fez agradecer a Deus por ter nascido num lar cristão; que me abriu os olhos para como julgava coisas vãs nas pessoas sem nem conhece-las; como a palavra de Deus é realmente viva; como o pai resgata e transforma os seus escolhidos.
                Ainda hoje pela manhã, teríamos o minigrupo, que já tinha sido um momento muito bacana nos dois dias anteriores, sendo que ontem juntamos nossos quartos e foi muito produtivo. Mas hoje ele pediu a palavra e acabou com a proposta original e começou a mostrar tantas coisas que passavam despercebidas ou que nós às vezes até percebíamos, mas que nos calávamos para elas. Então tivemos um clamor por nossas vidas, pelo JV, pelos nossos líderes, pelos nossos colegas etc.
                Na hora, após acabar o momento, enquanto os outros se abraçavam, fiquei sentado na minha cama pensando que eu não era um cristão de verdade, mas hoje agora a pouco cheguei a um termo que acho que soou melhor para mim. Pelo conceito que existe de cristão, eu o sou, mas não tenho tanta certeza se sou um discípulo de Cristo. Talvez esse seja o grande de nossas igrejas. Temos muitos que confessam Cristo, mas pouquíssimos que o vivem. Peço a Deus que Ele me faça realmente um discípulo pleno d’Ele e que muitos outros sejam levantados para glória do Pai.
                Esse texto foi escrito na temporada apesar de estar sendo postado só agora, por isso tem datas tão irreais para a publicação. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Dificuldade de ser Cristão

                Hoje tive uma experiência que me fez parar e pensar um pouco. Estava voltando do meu estágio, quando vi um cara com o carro parado, triangulo armado e pisca alerta ligado. Não pensei duas vezes, ofereci ajuda ao homem. Você que está lendo deve estar pensando: e daí? O que realmente me fez pensar, não foi a situação em si, mas eu.
                Creio que eu não sou o único, mas no diz respeito à vida cristã, inverto aquela famosa frase: quer ser a diferença, comece em casa. Fico muito triste comigo mesmo quando estou num acampamento, num trabalho da igreja, ou por aí e sou extremamente disposto e prestativo enquanto em casa, reclamo e enrolo pra lavar uma louça.
                Não entendo o que faz com que seja tão difícil ser crente no meu espaço. Como é difícil então quando estou só! Ouço tanto nas programações sobre ser sal e luz diante dos outros, mas particularmente isso é simples. O complicado é quando tenho que enfrentar a mim mesmo. Enfrentar outros é fácil, mas quando enfrentamos nossas próprias fraquezas, nossos medos, nossas falhas, aí sim, tendemos ao solo.
                Talvez devamos para de pensar tanto nos outros e buscarmos ser, pois então poderemos realmente brilhar diante de Deus e dos homens. Porque o que vale mais? Estar bem diante de Deus ou dos homens?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Igreja e Preconceito I

Uma reportagem feita pelo CQC me inspirou a escrever esse texto. Meio curiosa essa fonte não? Bom, vamos ao que interessa. Esse é um tema que já abordei em outros textos com outras temáticas, onde este estava imerso no universo da ocasião, como no texto em que cito a igreja americana do período do apartheid.
A igreja deste período era uma igreja carregada de preconceitos e disto ninguém tem dúvida, nem diz o contrário. Mas tem uma frase bem clichê, que diz que um povo que não conhece sua história, tende a repetir os erros do passado. Parece que não se adapta aos cristãos. Pois conhecem esse fato vergonhoso da história, mesmo ela não ocorrendo em todo o mundo, mas parece que não aprenderam nada com ele.
Não estou dizendo que o racismo impera nas igrejas, apesar de existir. Quero me ater mais ao Brasil mesmo. Na entrevista, alguns dos entrevistados classificavam uma pessoa de um local especifico como sendo isso ou aquilo. E a maioria dos que classificavam as pessoas sequer tinha uma explicação para seu julgamento e nem sabiam o porquê de o terem feito.
A igreja que viveu o apartheid, passou por um momento cultural de seu país que influenciava o seu modo de pensar e agir. Na visão deles as coisas eram como eram, estavam como tinham que estar. Era difícil para aquela sociedade enxergar que o pensamento em que viviam era baseado numa mentira.
Então você me pergunta: tá, e cadê a ligação entre essas informações e a nossa igreja? Eis aqui a minha resposta: nós fazemos a mesma coisa. Quantas coisas da nossa cultura nós temos interiorizadas e não questionamos?
Muitas vezes temos certas ideias que nos fazem julgar os outros e descrimina-los, seja sobre pecados, etnia, opiniões teológicas, denominação, sexo, altura, idade etc. Nossa cultura tem seus dogmas sociais que são aceitos muito facilmente pela sociedade, mas e daí? O que isso tem a ver com a igreja?
É fato que para os brasileiros é muito difícil olhar para alguém da favela e não sentir receio, ver um argentino e não ter raiva, um paulista achar que o nordestino é pedreiro, sendo o baiano folgado entre outras coisas. Achamos que todos na África morrem de fome, que todo árabe é barbudo e fanático. Esses são exemplos de opiniões que muitas vezes, querendo ou não, estão dentro das nossas cabeças. Mas e aí?
Bom, em breve seguiremos com esse tema, pois o texto já está bem grande.

domingo, 16 de outubro de 2011

Meras Repetições


                Dessa vez não venho falar sobre crianças, vou mudar a inspiração, mas de certa forma elas têm a ver, pois venho falar sobre (como diz o título) repetições. Essa semana estava pensando enquanto ouvia uns podcasts cristãos, de como não só eu, mas vários outros blogs têm falado sobre os mesmos temas.
                Lembrei na hora da música de um dos meus ícones de músico cristão, o João Alexandre, “É Proibido Pensar”. Lá há um trecho que diz que são “meras repetições, repetições...”. E então me coloquei num dilema: será que estamos todos falando uma besteira comum? Estamos falando ao vento? Ou será que várias pessoas, apesar de vários alertas ainda se iludem?
                Mas acho que uma provável resposta para essa indagação, está nas palavras de Jesus, quando ele diz que nos últimos dias, surgiriam falsos profetas que enganariam a muitos. Esses lobos em pele de cordeiro, muitas vezes usam da inocência e/ou da fé de muitos para ter poder e dinheiro.
                Apesar de ver que esse quadro é real e que muitos realmente não terão como serem resgatados dessas mentiras que nos são pregadas, só posso seguir me inspirando em Paulo, confiante de que devo pregar o que as escrituras realmente dizem ou nos indicam, pois fui liberto para servir a Deus.
                Pensando por essa ótica, digo que o que prego, não é apenas uma mera repetição. Assim como tantos outros, prego, ou pelo menos busco, a palavra de Deus e as meras repetições, estão naqueles que copiam outros, que falam o que está na moda, que distorcem a palavra de Deus em seu benefício próprio. Eles que são quem apenas repetem e repetem mentiras, pois a palavra verdadeira de Deus, sempre se renova, assim como sua misericórdia e seu amor.

domingo, 2 de outubro de 2011

Fruto da Carência

               Dessa vez o assunto não são as crianças do meu estágio hahaha. Mas novamente crianças são o que me levou a escrever esse texto. Essa semana que passou, comecei a lecionar numa escola da prefeitura aqui de Campinas, num bairro periférico.
                Achei a experiência bem menos complicada do que falavam que deveria ser, mas foi também apenas o primeiro contato que tive com aquelas crianças. Mas neste primeiro contato, pude sentir algo que me chamou muito a atenção. É incrível a fome que eles têm por arte, por atenção e por carinho.
                A turma do quinto ano, como já era de se esperar, é um pouco mais complicada que o pessoal do quarto, mas foi nessa turma onde ficou mais evidente isso. Durante um dos momentos de exaltação do som das flautas e das conversas, um dos meninos gritou para a turma: pô, nunca tivemos aula de música e agora que temos vamos desrespeitar o professor!?
                Muitas vezes durante minha vida, pensei como o povo de periferia gosta d música “ruim” porque “são tudo ignorante” e pior que é verdade, mas é uma verdade triste. Hoje em dia, percebo como eu via de modo errado essa verdade, pois via isto como um defeito deles, sendo que na verdade é um erro dos ditos cultos.
Temos toso o acesso à cultura dita como superior, artística, nobre etc. Mas e aí, fazemos o que com ela? Guardamos para nós e dizemos que quem não tem é inculto, ignorante e coisas do gênero, mas não damos nenhuma oportunidade aos outros de terem essa oportunidade. Fechamo-nos em nichos culturais que se dizem superiores e não permitimos que os “diferenciados” entrem.
           Fiquei envergonhado de mim mesmo, mas também penso por outro lado: quantas vezes os cristãos não fazem o mesmo? Tem a verdade na mão, o caminho para a vida eterna e fazem o que com ela? Guardam dentro de suas teologias, de seus templos e simplesmente rotulam os outros como condenados ao inferno, sem ao menos darem a eles a chance de conhecerem a verdade. Fica aí a reflexão para nós.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Detalhes

                Mais uma vez vou falar sobre as crianças. Vocês devem estar pensando: esse cara não tem mais o que falar não? Mas isso ocorre porque tenho estado muito em contato com elas no meu estágio. O que vou falar tem muito a ver com uma postura que temos no nosso dia a dia.
                Hoje na aula, estava com meu computador mostrando para eles alguns vídeos de orquestras e umas partituras. Os menores ficaram fascinados e em nenhum momento tiravam os olhos do monitor, apesar do baixo volume, já a classe dos mais velhos dispersou muito facilmente. Em menos de dois minutos eles já estavam fazendo as mais diversas coisas.
                Ao voltar para a casa, durante minha caminhada, comecei a me lembrar do que o pastor falou sobre o que aprendemos a cada dia. E nesse dia posso dizer que realmente aprendi algo novo. Assim como as crianças, muitas vezes nós que somos mais experientes em algo, costumamos não dar toda a atenção a muitas coisas a nossa volta. É bem comum fazermos as coisas na inercia, sem pensarmos no que está acontecendo.
                Quantas vezes não fui a uma aula que por tratar de algo que já dominava, não prestei atenção e perdi a chance de poder rever alguns detalhes que podem vir a ser muito importantes... E quantas palavras não ignorei por ser “velho” de cristianismo? É uma tendência natural esse relaxamento, mas parei e pensei: até que ponto esse relaxamento é só natural? E quando ele começa a me prejudicar?
                Provavelmente essas questões não serão respondidas por mim, mas o que posso dizer é que vale a pena se pensar nessas coisas, pois afinal, como diz a teoria do caos: O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque. Então, é sempre bom estarmos ligados a tudo, pois é nos detalhes que ignoramos que surgem os grandes problemas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Banho de Lua

                Sempre fui um cara muito romântico, apesar de nunca ter tido a quem demonstrar isso. E durante minha adolescência, durante meus amores platônicos, uma das coisas que mais fazia era durante a noite ir para um lugar onde pudesse ficar sossegado, principalmente em acampamentos, e ficar um bom tempo olhando a lua, admirando sua beleza, o cosmo com suas constelações e filosofando sobre o amor (bem ultrarromântico eu diria).
                Esses dias, voltando pra casa da faculdade, após descer do ônibus, fui surpreendido por uma imensa lua e muito laranja. Parecia até efeito de cinema pra dar dramatismo. Era realmente um luar como a muito não via. E foi aí que me toquei: há quanto tempo não paro pra ver a lua?! A cada dia que passa, nossas vidas estão mais e mais agitadas e parece que o tempo voa, numa constante maior do que há 10 anos. Parece que assim como no Click, nossa vida corre conosco em stand-by. Não vivemos, apenas estamos na vida.
                Se eu fosse físico, sem dúvidas iria seguir uma área de astrofísica. Sou realmente apaixonado por astros, luas, corpos celestes, planetas etc. E ver aquela lua naquele momento rotineiro, me fez querer sair um pouco da minha rotina e voltar a parar um pouco no meu dia para apenas poder olhar para a natureza. Muitos podem dizer que fazer algo assim é perda de tempo, mas será que é mais do que correr durante o dia todo pra ter que correr mais?
                A bíblia diz que a natureza clama ao Criador. E vejo que a natureza o faz, apenas sendo ela mesma, sem nenhum esforço, somente tendo a beleza que recebeu do Pai. Acho que nós devíamos começar a fazermos isso um pouco. Louvarmos ao Senhor como somos, por ser como somos, afinal foi assim que Ele nos fez e nos ama.
               Ao olharmos para uma flor, podemos aprender muitas coisas, além de sermos encantados por sua beleza e isso ocorre com toda a obra de Deus. Só queria propor que nós paremos de correr um pouco no nosso dia para ouvirmos a voz do Pai na sua criação.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Espelho

                Semana passada, tive uma experiência bem interessante no meu estágio. Mais uma vez estou com turmas de educação infantil e as crianças sempre me surpreendem e me ensinam ou lembram coisas básicas da vida. Nessa semana, o que aconteceu que me chamou a atenção, foi algo muito simples e singelo, mas que me fez pensar um pouco. Estávamos eu a professora e as crianças com pequenas clavas. Após a atividade, simulei uma virada na bateria com elas. Um dos alunos viu e vez exatamente igual.
                Quando vi como o “Be” me imitava, me toquei de um detalhe muito simples, básico sobre educação: os alunos se espelham nos seus professores. Mas isso não é só no âmbito educacional, em praticamente todos os lugares, os mais novos vão espelhar-se nos mais experientes. E aí entra um ponto que deve ser levado em conta por quem é o espelho, ou pelo menos está em situação que inspire esse quadro: que tipo de imagem você está passando para quem olha pra você?
                Posso parecer pretencioso ao fazer essa pergunta, mas ela é direcionada primeiramente a mim, pois sei como é difícil se lembrar disso a todo o momento. Mas sem dúvida é necessário pensar nesse tipo de coisa afinal se levamos alguém à morte por nosso mau exemplo, seremos culpados por esse sangue inocente.
                Ser exemplo e espelho para alguém é sem dúvida um grande privilégio, mas ao mesmo tempo uma responsabilidade imensa. Se você acaba tendo um papel desse tipo na vida de alguém, tome muito cuidado com o tipo de imagem que passas e que representa.

domingo, 4 de setembro de 2011

Família êh! Família ah!

                Estava começando uma série, mas um texto que me veio à mente, fez com que eu mudasse os planos. Não sou do tipo noveleiro, apesar de ter tido a minha época, mas tenho mania de ver os últimos capítulos das novelas, talvez por ser onde há alguma graça e por ver a obviedade dos autores.
                Mas a última novela só me deu raiva. Foi durante a novela toda irmão querendo matar o outro, pai que não sabia que o era, divórcios, filhos sem pais, filho contra pai etc. Então, na cena final, tem uma galera comemorando não lembro oque e eis que surge uma senhorinha falando o quão importante é a família. Como podem massacrar a família durante uns 5 messes e depois lançar um discurso legalista desses?
                Nos escritos mais importantes do mundo, a família é tida como a base da sociedade, seja ela civil, religiosa etc. Nas sociedades antigas, eram elas que formavam os clãs. Não conheço uma cultura que não tenha apoio familiar.
                Na bíblia, a família foi o principio da humanidade. Tudo começou com um casal e é na família que os judeus aprendem a serem judeus, no islã, a família tem tanta ou até mais importância, o mesmo ocorre no hinduísmo.
                Mas hoje em dia, cada vez mais, a família é atacada por todos os lados. É divórcio que fica fácil, é hedonismo levando as pessoas a quererem só o seu prazer, sem pensar em fazer bem a outrem, é o medo de relacionamentos físicos, estimulado pelas redes sociais, lei que atrapalha os pais de educarem os filhos, um sistema que leva os pais a verem os professores como babas, jogando para eles o seu dever de educar os filhos entre tantas outras coisas.
                A família é a base da sociedade em que vivemos e é preciso cuidar dela, não simplesmente aceitar o estado em que ela tem sido posta. Sem a família, temos uma formação confusa, é difícil um menino ser um homem sem ter um modelo de homem e o mesmo vale para a menina. O principio de vivencia comunitária também é a família.
                Esse é um tema que gera muito assunto e a minha ideia aqui é dar só uma pincelada para estimular o pensar, então vou ficar por aqui.