sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Light Knight Rise


                E ae querido leitor? Venho trazendo a você mais uma reflexão Nerd sobre cinema e fé. Dessa vez vou me ater, como o título sugere, ao Dark Knight Rise. Mas não ao filme todo, mas a uma frase saída da boca de nosso herói que para mim é uma sacada fenomenal.
                “Não sou o herói que Gothan quer, mas o que ela precisa.” Simplesmente genial!!! A cidade queria um herói de cara limpa e bondoso como achavam que o Harvey Dent era. Mas sendo a cidade corrupta e suja que era, não era bem o herói romântico o que daria jeito nela. Gothan precisava de alguém que fizesse a coisa acontecer, mesmo que parecesse um ladrão.
                Esse pensamento me vez ver como opostamente JC entra na história. Aí você me pergunta: que que Ele tem a ver com o Batman? Do que você está falando seu nerd retardado? Bom, eu te respondo. Assim como o Batman não era aceito em sua cidade, Cristo não foi aceito no seu povo: veio para os seus, mas os seus não o receberam (Jo 1:11). Ambos lutaram pelas pessoas, mas foram mal vistos por muitos, buscaram o bem, mas foram vistos como ladrões.
                Mas há diferenças gritantes entre ambos. Enquanto o Batman é mal visto por ser sombrio, violento, as vezes passar por cima da lei, Cristo foi mal visto por ser pacífico, amoroso, cumpridor das escrituras. Os Judeus queriam um guerreiro, que eliminasse Roma e assumisse o trono de Davi. O Batman é um homem que ao vestir sua roupa se torna um “deus”, uma entidade, já Jesus é o Deus encarnado em homem. E uma das que mais me intriga é o fato de que após o desfecho da história, o legado do Batman passa a ser bem visto pelos cidadãos de Gothan, mas o de JC continua a parecer loucura para os Judeus.
                Talvez seja com base nessas coisas que tenham feito um final messiânico para o Bruce, mas é incrível como temos a tendência de desvalorizar as pessoas próximas a nós que estão dando si mesmas em nosso favor, como Gothan fez com o morcego e os Judeus com Cristo, mas nós também fazemos com nossos lideres, nossa família, nossos amigos. Está na hora de abrir os olhos e ver os presentes de Deus que estão aqui conosco. E mais que isso, aprender que Deus não dá o que nós queremos, mas sim o que precisamos.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Você gosta que eu sei IV


                Acho que de todos os textos que já escrevi, esse foi o que mais procrastinei pra por no papel e provavelmente vou enrolar mais um tempo pra postar, pois é um assunto onde falho muito, onde sou fraco, no qual luto todo dia e que é o que mais me cansa. Vamos hoje falar sobre o cinco contra um, espancar o palhaço, bronha, punheta, siririca, ou como você chama na sua terra. O tema é auto erotização ou masturbação.
                 A maioria de nós quando pensa nisso, imagina o que? Um adolescente do sexo masculino vendo uma revista ou um site pornô sacudindo seu boneco. Mas será que essa é a melhor figura? Pra mim creio que possa ser a mais comum, mas não é absoluta. Primeiro porque tem muita menina que é tão viciada em masturbação quanto homem, ou até mais; também tem muitos que mesmo depois de grandes, não conseguem se livrar desse hábito, mesmo casados; mas o pior é que muitas vezes não são adolescentes, mas crianças que andam se tocando, se bem que elas têm engravidado hoje em dia.
                Mas então, a punheta é pecado? Tudo bem eu me tocar às vezes? Essas perguntas na minha mente já mudaram de resposta inúmeras vezes. Algumas por basear minha opinião com um pé na ciência, algumas por eu querer acomodar minha situação, outras movidas pelo farisaísmo, outras por algumas coisas que li de teólogos e por aí vai. É um assunto meio em aberto porque não é comentado na bíblia.
                Na minha humilde opinião, não é o ato em si o problema, mas oque nos leva a ele. E em 99,99999999999999999999...% é desejo por uma mulher (ou homem), busca por um prazer, pra terminar o efeito do fervo com seu parceiro, essas coisas e a única que falta é que geralmente foi o motivo da primeira: curiosidade.
                No meu caso, como de muitos foi a curiosidade que me levou a experimentar esse mundo viciante e prisional. Lembro ainda hoje da minha entrada e tudo que isso gerou em mim. Foi uma... Não, na verdade ainda é uma luta contínua, um caos de ideias, opiniões, vontades e por aí vai.
                Só que a meu ver o grande mal de espancar o macaco, não é ela, mas a porta que ela é. O processo é o seguinte: você começa tocando sua genitália, depois de um tempo só o toque não tem tanta graça, aí você lê uma história, ou vê umas fotos, depois vai querer umas fotos mais explícitas, uns vídeos, talvez umas conversas calientes, uma webcam mostrando partes do corpo, podendo chegar ao sexo virtual ou até o real mesmo.
                Atualmente, depois de muitas experiências, muitas dúvidas, muita pesquisa e oração, cheguei a uma conclusão bem mais radical e conservadora que achei que teria. Comecei a ter pra mim que a masturbação, assim como tantas outras áreas do sexo, é algo muito gostoso quando feito para e pelo seu cônjuge. Tem muita gente que gosta e se excita em ver o parceiro se estimulando, que realmente tem um fetiche nisso. Dessa maneira, não vejo um porque não fazer. Se seu parceiro gostar de ver e você tiver prazer em fazer isso por ele, manda ver, mas isso sendo feito dentro dos moldes bíblicos de relacionamento.
                Não estou querendo bancar o certinho ou o correto nesses textos, até porque, o que mais me entristece em mim é o fato de entender muita coisa sobre o sexo e a sexualidade e nem sempre viver isso como gostaria. É muito difícil agente se guardar, ainda mais numa sociedade que estimula o sexo livre e nos sufoca com sensualidade em todo lugar. Só espero que essa série possa ter ajudado você a compreender um pouco mais sobre o sexo, ver a visão de um jovem, ter lhe despertado o interesse de buscar saber mais na bíblia o que ela diz. Deus abençoe essa nossa geração pornô.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CASA


                Hoje vou falar um pouco sobre mais uma das marcantes experiências vividas no treinamento do QG. Nessa temporada tivemos algo totalmente inédito, tanto na vida da maioria de nós como no treinamento: fomos visitar uma unidade da fundação CASA. Uma unidade com adolescentes de 15-18 anos se não me engano.
                Quando o MV (nosso chefinho) falou sobre essa nossa saída, tenho que confessar que fiquei um tanto o quanto contrariado, mas disposto a ir. Fiquei aberto a viver a experiência apesar de estar como o pé atrás. E fui embarcar nesse balão junto com o resto do QG. Qual não foi a minha surpresa ao chegar lá. O lugar não tinha nada a ver com aquilo que pintam para nós na TV e os meninos não são os animais irracionais que dizem que eles são.
                Acho que foi uma das experiências mais marcantes que vivi nos últimos tempos. Ali pude ver meninos onde rotulam bandidos, vi pessoas no lugar de animais, vi a tristeza que a falta de liberdade gera e como um abraço pode curar essa dor. Saí de lá apenas pensando: por que estava com receio de vir? Por que me deixar prender por um preconceito farisaico?
                Acho que a maior lição que aprendi lá, não foi que os meninos são isso ou aquilo, ou que eles podem se arrepender, mas sim que eu por mais que ache que não, sou preconceituoso; que eu gosto de ficar na minha zona de conforto, afinal a culpa de eles estarem ali não é minha; e também que se eu vivesse o que eles vivem, provavelmente estaria ali também.
                Acho que todo mundo devia passar por uma experiência como essa na vida. E hoje em dia me pergunto: será que eu voltaria por conta própria? Ou o que vivi lá foi só uma emoção passageira? Foi só teórico o que aprendi? Ou vou tirar minha bunda da poltrona pra agir?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Dona Aranha subiu pela parede

                Estava eu aqui no JV no dia de minha chegada e hoje, começo do treinamento, quando avisto duas aranhas. Eram aranhas diferentes, de tamanhos e espécies distintas, mas uma coisa em comum nelas me chamou a atenção: suas teias.
                A primeira das aranhas é uma bem comum aqui no acampamento, um tanto o quanto grande, cerca de uns 3-5 centímetros de corpo. Ela tinha uma teia de tamanho proporcional à mesma. O meu destaque foi notar como ela fazia a sua teia, a maneira linda, suave e quão belos e precisos eram os desenhos da mesma.       A segunda por outro lado devia ter menos de 1 centímetro , talvez isso com as patas. O que me chamou a atenção é que como ela com esse tamanho tão pequeno, tinha uma teia tão grande e bela como a maior que ela. Era uma arainha cinza que nunca tinha visto.
                Ao observá-las lembro-me um pouco das parábolas dos talentos. De como às vezes não fazemos o que podemos. Foi bem curioso pensar em como uma aranha tão pequena foi capaz de criar algo do tamanho de uma tão grande. Ver como nem sempre o que julgamos que os outros são capazes remete a realidade.
Outra coisa que notei é o fato de como é delicado e cuidadoso o trabalho de uma aranha na construção da sua teia. É algo realmente trabalhoso, mas ela faz com tanto esmero, tanta dedicação, tão bem-feito que a permite capturar animais bem maiores e mais fortes do que ela. Se tivéssemos o mesmo empenho em fazer o que nos vem a mão, com certeza as coisas seriam bem melhor, pois seriam bem feitas, principalmente no que diz respeito às coisas de Deus.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

As Novidades

 Bom esse ano terei como disse antes algumas novidades. Nessa semana que começará vocês já poderão acompanhar a maior parte delas indo ao ar. Vou lançando aos poucos, afinal quero entregar algo bem feito para meus leitores. Assim que tiver conteúdos bons prontos eles vão sendo postado! Espero que curtam as novidades.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Aprendi com Star Wars


                Pra essa volta do blog preparei um texto especial, uma volta ao meu jeito nerd de ser! Aprendi basicamente duas lições marcantes sobre a fé com a série Star Wars e gostaria de passar elas para vocês.
                Primeira lição: Yoda, o grande mestre Jedi, no final do episódio I diz que sempre dois existem, nem menos nem mais. Sempre o mestre e o aprendiz. Essa fala dele é quando eles matam o Darth Maul. O que aprendi nisso? Que o discipulado é a chave de tudo. Tanto os Siths quanto os Jedis sempre andam em pares. O mestre e o padawan, quem ensina e quem aprende. É assim que as classes vão crescendo, o discípulo seguindo seu mestre e depois discipulando outros.
                Tem que haver convívio, vida junto, não apenas sermões nos domingos e cultos de louvor aos sábados, mas sim caminhada lado a lado, troca de experiências, só assim as pessoas podem crescer na fé e se tornarem maduras e fortes pra sair do leitinho com pera e Ovomaltine.
                A segunda coisa que aprendi é que a força é a mesma. Como assim? O que isso tem a ver com cristianismo? É muito simples cara padawan, faço um paralelo com a palavra. Você já reparou como a bíblia é uma só e como dela saem tantas interpretações? Como ouvi certa vez, ela é a mãe de todas as heresias.
                Assim como a palavra é uma e gera tantos pontos divergentes, no filme a força é uma só e mesmo assim existem o “light side” e o “dark side”. O poder é o mesmo, mas o uso dele é que difere seu resultado. Com a bíblia podemos também ter um lado negro, basta ver o que a Igreja fez com a sociedade da Idade Media. A fé foi usada como ferramenta de domínio e funciona muito bem para esse fim.
                Concluo dizendo que mesmo de uma nerdice como essa que mencionei se é possível aprender. E cuidemos para aprendermos da bíblia o que ela realmente nos trás, não aquilo que é interessante para nós. Pois a força existe para que a paz seja mantida, não para o domínio forçado. Que a força esteja com vocês!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Volta meu povo

 Infelizmente algumas coisas que eu pretendia fazer no blog pelo menos por enquanto não vão ser possíveis de serem feitas, mas não dá pra ficar esperando, então na semana que vem o blog volta a sua vida ativa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Em obras

 Bom nesse mês não irei postar nada pois estarei na temporada do JV. Durante esse período, aproveitarei pra pensar em coisas que podem ser mudadas no blog, pois algumas mudanças seria algo bom. Também penso em novas coisas para fazer no blog. Espero que vocês possam gostar do que ira acontecer aqui! Deus fique com todos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Essa é do Mundo!

 Hoje na quarta musical teremos uma banda pop, do circuito não gospel, espero que vocês gostem dessa.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Aprendi com a Queda III


                Uma coisa interessante, mas triste que percebi sobre a queda é que geralmente ela ocorre quando estamos bem para nós. Quando achamos que somos fortes, quando dizemos pra nós mesmos, hoje vou buscar bem a Deus, to confiante, é quando caímos.
                Pelo que me lembre, é Paulo que diz, não lembro em que carta, que aquele que está em pé, cuide para que não caia. E geralmente quando estou em pé é que venho a cair. E o incrível é que é sempre nos mesmo pecado, às vezes num nível mais profundo de depravação do que antes.
                O mais triste de tudo é que parece que a coisa não é mais tão grande, não é mais tão perigosa. Isso é um risco tremendo, pois quando você se dá conta, já está com a lama no seu pescoço, e aí para sair, sozinho não é possível. E nesse tempo é bem provável você passar por um estágio de não sentir culpa ou arrependimento sincero pelo que fez.
                Um livro que estou lendo do Brennan Manning, tem duas frases que me marcaram muito: tente não se esquecer, é muito importante lembrar; e a outra: um dos impedimentos à vida espiritual é a amnésia. Essas duas frases tem martelado minha mente e falado ao meu coração. Porque realmente é importantíssimo se lembrar do que vivemos, para podermos não errar mais e, para ver o quanto Deus nos ama e cuida de nós, mas nós esquecemos muito fáceis as coisas, seja por conveniência, por vergonha, medo, pelo seguir da vida, mas é fato que esquecemos e isso é ruim.
                É fundamental mantermos a mente forte e o foco, pois senão, com certeza cairemos sem nem dar conta do que estamos fazendo, só percebendo quando estivermos quase que totalmente cegos e insensíveis. Que o forte possa-o ser em Cristo, e quem está em pé, se mantenha Nele, pois por nós mesmos, a nossa cara ruma ao chão. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mais Música


 Nessa quarta ponho um dos maiores compositores que tenho o prazer de conhecer: Stênio Marcius. Um dos grandes nomes da MPB cristã. Pra quem não conhece está aí a chance de corrigir esse erro.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aprendi com a Queda II



                Seguindo nosso tema atual vou falar a segunda coisa que aprendi através da prática do pecado.  Já citei em outros textos que tenho muita dó dos “dois grandes” seres espirituais: Deus e o Diabo, porque tudo que acontece no mundo ou é vontade de Deus ou obro do Tinhoso. Mas a lição que quero compartilhar hoje é exatamente o contrário disso.  O que venho dizer é que meu pecado não é culpa do Diabo e nem de Deus, mas minha.
                Se você alguma vez já leu o livro de Tiago vai saber que é verdade o que digo. Lá está escrito o seguinte: Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Tiago 1:13-15
                Não vou ficar fazendo uma devocional sobre esta passagem, pois essa não é a ideia dessa série, mas posso dizer que isso é a pura verdade. Até hoje só caí em pecados que eram fraquezas minhas, apenas coisas que eu queria fazer e ou reprimia pra parecer santo, ou coisas que mentia pra mim que não gostava, ou até coisas que nem imaginava que eram pecado. Mas sempre eram coisas que no meu interior eu queria fosse por curiosidade, certeza de prazer ou sei lá o que.
                O pecado por mais que seja errado e possa fazer a nós é algo totalmente natural para nós. Pecamos porque somos pecadores e não somos pecadores porque pecamos.  É fato que o Diabo se aproveita disso pra estimular agente a ficarmos face a face com o que nos atrai, também é fato que Deus permite às vezes enfrentemos certas situações para que possamos crescer na fé, mas se nós caímos em pecado, a culpa é toda nossa, seja por nossa fraqueza, seja por darmos trela ao capiroto, é somente nossa a culpa da queda.
                O meu pecado é culpa minha. É fruto de eu querer degustar do sabor atraente do pecado, mas existem mais coisas sobre o pecado que acabei aprendendo e que continuaremos falando sobre. Aguardem a sequencia da série.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quarta Musical


 Mais uma quarta musical no ar. Dessa vez uma quarta com gostinho de JV! Essa música me lembra sempre as temporadas. É muito boa e esse é um bom nome, Paulo César Baruque. Um cara que por mais que esteja dentro do mercado gospel tem uma trabalho muito bem feito. Um pop de qualidade, fica aí uma boa dica.

Aprendi com a Queda I


                Estou começando aqui uma nova série, talvez a mais tensa para mim mesmo que já escrevi, pois aqui não terei como não me expor e como não dar minha cara a tapa nos textos. Pode ser que seja julgado pelo que direi aqui, mas se pelo menos um eu puder ajudar, que assim seja.  Nesta nova série do blog vou falar, como o nome dela já diz, sobre algumas coisas que aprendi depois de ter experimentado o pecado, após ter sentido o gosto do fruto proibido, tantos pontos atraentes como pontos nem tanto.
                A primeira coisa que percebi é que o fruto é delicioso. Sério, pecar é muito gostoso, da uma sensação de êxtase que em poucas coisas você vai sentir, ainda mais se for crente, que a sensação é ampliada pela adrenalina de saber que é algo errado. Como é bom sentir o gosto de desfrutar a pornografia, como é suculento se livrar de algo ou alguém com uma mentira, magnífico o poder de possuir algo que pertencia a outro, como soa divino o poder pisar nos outros pra se sentir acima deles.
                Ao ler isso você deve estar pensando: meu, pra que viver então uma vida de crente se pecar é tão bom? Bom, acontece que é verdade quando a bíblia diz que éramos escravos do pecado, pois esse prazer é viciante. Certa vez ouvi de um ex-viciado em drogas que você sempre está em busca da primeira tragada. Com o pecado é sempre assim também. A primeira vez que você cai, sem dúvida é a mais gostosa. Você sente um frio na espinha, uma vontade dominadora de fazer, mas um gelo pra não fazer, sua adrenalina sobe, surge o medo se ser pego e excitação de correr o risco, aí você pega e faz.
                Depois de uma primeira experiência com um pecado, não é exagero dizer que você tem uma espécie de orgasmo (às vezes literalmente), mas sabe, essa fruta é como uma bala q começa doce e termina azeda. Depois que essa sensação passa, ela é substituída por um vazio. A única coisa que se sente, é que está faltando algo, que alguma coisa saiu do lugar e você tende a querer aquela sensação novamente, mas ela nunca mais virá, pois seu corpo, sua mente e sua alma já foram marcados, mas você mesmo assim continua a busca. Quando se dá conta, está viciado, sem ter como escapar, percebe que aquilo não te satisfaz, mas não tem como sair daquilo.
                O sabor agradável do pecado é fascinante, mas muito curto e escravizador. É realmente algo muito perigoso, mas esse é só um ponto que aprendi no meio da lama, em breve falarei outros, não deixe de ler os próximos. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Picos da Vida


                Sabem sem sombra nenhuma de dúvidas esse foi o ano mais movimentado e conturbado da minha vida. Foi um ano em que descobri a beleza do primeiro amor e dor da rejeição, o máximo da intimidade com Deus e o lamaçal do pecado, a tranquilidade da segurança e a sensação de que iria embora, o ser o responsável por vidas e o depender de outras, o ser considerado inteligente e o fracasso acadêmico. Nunca na minha vida tive tantos contrastes, reviravoltas, confusões, dúvidas, crises etc. Mas sem sombra de dúvidas.
                Mas também devo dizer que nunca em minha vida tive um crescimento tão grande como pessoa, cristão, estudante, amigo, homem, profissional. Cada dia que eu levantava, só pensava comigo: meu Deus quero paz, me isolar do mundo uns dias, por minha cabeça em ordem. O pior é q até hoje ainda não consegui por tudo em ordem na minha “cachola”, mas muitas coisas tem feito sentido pra mim, muitas fichas sobre lições caíram.
                 Posso chamar este ano de o ano dos Alpes. Senti-me como um corredor que tenta atravessar os Alpes a pé. Muitas e muitas subidas e descidas e as descidas sempre fáceis. É incrível como Paulo tinha razão ao dizer que “quem julga estar em pé, cuidado para que não caia”, pois cair é a coisa mais fácil. A Física mostra isso, tente fazer uma maçã cair 10 metros e tente a fazer subir os mesmos 10. Nossa! Como dói quando agente vê o quão baixo está e começar a subir. E a subida é sempre dolorosa e difícil.
                Só que quando paro e olho para traz, vejo quantas montanhas eu venci ,quantas vezes meu corpo foi forçado pela subida, e vejo como estou agora, posso dizer que vale a pena tudo que vivi. A cada montanha eu estava mais longe da minha zona de conforto, era mais obrigado a ver a realidade do mundo, que é muito diferente do mundinho mágico que tinha na mente, a cada novo passo, um desafio q havia sido vencido. Realmente parece que esse ano foi só uma bagunça, um ano que começou com tudo e acabou no mínimo frustrante, mas com certeza foi um ano necessário.
                Cada luta que passamos, cada experiência que vivemos, cada dor que sentimos nos levam pra um patamar novo e quando isso tudo é vivido junto de Deus, posso dizer que fica tudo mais suave. Em todos os momentos pude sentir seu braço junto a mim. Em nenhum momento Ele me livrou de ter que fazer o que cabia a mim, mas tudo que não podia sozinho, lá estava Ele me ajudando e confortando.  A vida realmente é dura e difícil, mas não deixe de enfrenta-la, e passando por ela junto a Deus, tudo fica mais fácil, não há nada que não possamos suportar se Ele está conosco.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um popzão

       
              Voltando com as Quartas Musicais (que só foram uma até agora kkkkkk) com um som mais pop e romântico. Thalles Roberto. Pra quem acompanha o mercado pop evangélico vai conhecer. É uma voz interessante. Fica a dica.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Poder de Uma Lágrima


                Desde a minha adolescência tenho me visto um cara um tanto o quanto duro pra demonstrar suas fraquezas e seus medos. Um cara que prefere se isolar e digerir por conta onde os outros não podem ver suas dores e uma pessoa de olhos secos.
                Na infância, tenho que admitir, eu era o que poderia ser chamado de chorão. Chorava com filmes, livros, derrotas do meu time (o que está bem comum hoje em dia), com quase qualquer tipo de dor ou frustração que sofria as lagrimas corriam de meus olhos. Mas com o passar do tempo, não sei se fui calejando meu coração ou se fui endurecendo-o, mas são muito poucas as experiências recentes que tenho com lágrimas.
                Gostaria de falar de algo recente me marcou. No último domingo, tive um sonho um tanto o quanto estranho, mas não vou entrar em tantos detalhes dele, pois só faria volume aqui. Bom, o que interessa da história é que nesta eu tinha uma irmãzinha que estava indo embora (morrendo de certa forma) e eu comecei a abraça-la e chorar com ela, um choro real e sincero, tão profundo que quando me dei conta, tinha acordado e estava chorando de verdade.
                Foi lindo pra mim, comecei a sorrir quando a lágrima escorreu pelo meu rosto para o travesseiro. Foi uma bomba motivadora para o meu dia. Mas essa alegria toda não está no simples fato de ter chorado, por mais breve q tenha sido, mas pela cura que uma lágrima representa para mim.
                O chorar, a meu ver, é um presente de Deus, uma dádiva, um privilégio. É uma maneira de demonstrarmos que dentro de nós está um sentimento tão grande, forte, intenso que não cabe em nós, não pode ser expresso por palavras, gestos, sons, então nossos olhos que são a janela da alma (segundo alguns) derramam lágrimas. Para mim é ainda mais precioso porque mostra que por mais que eu e a vida tenhamos me endurecido, Deus ainda fez ter carne no meu peito.
                O choro sempre é sinal d algo intenso, e geralmente dor.Vêm na minha mente a imagem de um açougueiro amaciando um pedaço de carne com o martelo. Às vezes acho que é assim que Deus trabalha conosco, pega nossos corações duros e vai batendo neles, permitindo certas marcas que no fim fazer agente ter um “bife bem macio”. Por isso acho tão lindo a imagem de um olho chorando, fico tão feliz ao chorar. Sinto que está havendo cura. Então chore, o choro pode durar a noite toda, mas a alegria vem de manhã e quando vem depois de uma terapia de choro, é ainda maior, pois o coração está mais sensível a ela.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Desabafo: Uma Dor Como a do Pai


                Lutero dizia que quando o homem se conhece, ele conhece mais a Deus. Hoje posso dizer que me sinto mais próximo e acho que entendo um pouco mais a dor de Cristo em relação a nosso mundo. Conheci a sensação de você amar incondicionalmente uma pessoa, lutar por ela, pelo que é melhor pra ela e no fim a pessoa ir pelo caminho oposto, escolher aquilo que faz mal a ela.
                Sabe gente essa é uma dor que não tem com ser expressa. Na verdade não sei nem porque to escrevendo isso, acho que é porque se não por pra fora não terei paz. Se eu fico desse jeito, sendo um pecador inútil, com um amor falho e pequeno e não tendo feito nada além de aconselhar, fico pensando o que Deus sente sendo quem é, tendo o maior amor do mundo pra oferecer e tendo morrido por nós, ao nos ver preferindo nossos desejos egoístas à vontade maravilhosa e perfeita dele.
                Mas ao mesmo tempo esse amor, que Ele ao ver negado deve lhe causar tanta dor, é o que faz Deus ter missericórdia de nós, e esta é a causa de não sermos consumidos. Apesar de buscarmos o contrário do que o Pai tem para nós, Ele nos ama, nos perdoa e nos quer junto dele, pois sabe que somos crianças teimosas, que precisam de carinho. Não há julgamento contra nós, só amor.
                Ao pensar em tudo que vivi nesse novo pico em minha vida, devo dizer que quero praticar a missericórdia, o amor, o aceitar, o não julgar, quero estar lá pra abençoar, assim como Deus está para mim.
                Deus, ajuda-me a aprender com isso o quanto o Senhor é maravilhoso, o quanto nós (principalmente eu) somos fracos, como precisamos nos apoiar em amor e o quanto nada somos sem Você em nossas vidas. Obrigado por mais uma lição.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Reforma


                 Essa semana comemoramos alguns eventos no mesmo dia, o halloween , o dia do saci e o dia da reforma protestante, todos no dia 31 de outubro. Foi me ater ao dia da reforma, pois pra mim os outros dois são datas meio insignificantes na real. Mas não venho aqui vangloriar a reforma, mas analisar como andam os frutos dela.
                Toda terça de manhã eu atravesso a cidade (literalmente) pra ir pro meu trabalho e numa dessas viagens algo me chamou a atenção. Quase na escola, na esquina anterior, tem uma igreja que me chamou a atenção. Sou um cara chato, tenho que admitir. Implico com nomes de bíblias, tipo a Bíblia Viva (por que? As outras são mortas por acaso?), nomes de igrejas: Igreja Casa de Deus (as outras são do capeta então?) e por aí vai. Mas essa igreja fez o contrário. Quando li seu nome simplesmente aplaudi internamente. Chama Igreja Evangélica Renovo da Fé.
                Acho que nunca vi uma igreja que mostrasse no seu nome tudo o que a igreja evangélica (principalmente) mais precisa: um renovo, ser purificada de suas práticas de circo e voltar para a bíblia. Voltar a ideia dos “5 solas”: sola gratia, sola scriptura, solus christus, sola fide e  soli deo gloria. A Reforma foi um movimento que pregou um retorno às escrituras e ao Deus delas, colocando os lideres e a instituição em segundo plano, mas a cada dia surgem igrejas mais e mais firmadas na pessoa do líder e não do Deus, a instituição, os prédios acima das pessoas.
                Outro ponto são as igrejas que não tem se afastado atrás de revelações além da bíblia, ou novos objetos milagrosos, mas que pararam no tempo, que acham que a reforma de Lutero foi definitiva. Tem uma máxima da Igreja Reformada que parece que merece uma adaptação hoje. A frase é essa: Igreja Reformada sempre reformando. Acho que está faltando um acréscimo: Igreja Reformada sempre reformando [o templo]. Agora ta bem mais realista.
                A Igreja tem que se renovar sempre, se adaptar a cultura sim, mudar os meios sim. O que nunca deve ser esquecido na igreja é a palavra, a Bíblia, o Cristo, a Fé, a Graça, a Glória de Deus. Isso deve ser a base, o fundamento. Devemos aprender a refazer as paredes mas sem danificar as bases.